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Museu do Aço narra a história da produção da materia-prima e recebe dois Milhões de pessoas por ano

Publicado: 26 de maio de 2014 em Notícias

Um local onde é possível conhecer toda a história de uma das matérias-prima mais usadas no mundo: o aço. Assim é o “Museo Del Acero Horno3”, ou Museu do Aço, localizado em Monterrey, no México.

Ele  foi inaugurado em 2007 em uma área de 1,5mil hectares de uma antiga unidade de produção de aço. O Alto forno N°3 entrou em operação no ano de 1968, e após 18 anos de funcionamento contínuo sendo conhecido como o maior forno de América Latina, fechou suas portas em 1986. Em 2003 se iniciam os estudos para desenvolver nesse espaço um centro de ciência e tecnologia.

Localizado no centro do moderno “Parque Fundidora de Monterrey” – que recebe mais de dois milhões de visitantes por ano – o Museu do Aço narra a história da produção de aço, tanto para as gerações que se lembram da história do local quanto para os visitantes mais jovens.

O projeto arquitetônico foi desenvolvido por Grimshaw Architects, que, em conjunto com a Oficina de Arquitectura (seus associados em Monterrey) desenharam e elaboraram todos os documentos construtivos do projeto de restauração das antigas instalações. Depois de 20 anos sem uso e manutenção a estrutura se encontrava em um estado avançado de deterioração. Totalmente restaurada, em 2006 se inicia a construção dos novos espaços que complementariam o Museu: a “Galeria Del Acero”, o Pavilhão de acesso, salas de máquinas assim como o reparo e adequação das áreas restantes, conservando volumes, texturas, cores e mantendo em geral a aparência original das estruturas.

Outro aspecto importante do Alto Forno3 é a sustentabilidade. Este edifício é pioneiro em México na implementação de um sistema de ar condicionado por deslocamento, injetando ar frio pelo piso que climatiza apenas a zona de conforto dos usuários, evitando o custo de resfriar áreas mais altas, reduzindo o consumo de energia.

A abordagem de design mescla pontos de recuperação industrial com a restauração ecológica através do uso de tecnologias verdes. O paisagismo, projetado por Surfacedesign Inc. + Harari Arquitectura Paisagista, expressa o espírito da antiga glória industrial do local, enfatizando a estrutura do forno de 70 metros.

Todo o escoamento de águas pluviais dentro dos limites do museu é tratado lá mesmo. As plantas aquáticas macrófitas tratam a água antes de ser armazenada em uma cisterna subterrânea para uso na irrigação durante a estação seca.

O uso de telhados verdes (600m² de sistemas extensivos e intensivos) é para reduzir o impacto visual dos novos edifícios. No telhado superior, uma variedade de Sedum (vegetação ornamental tolerante a extremos climáticos) foi organizada de acordo com os padrões estruturais do telhado da nova arquitetura, e estão contidas por aquilo que parece ser um disco de aço flutuante.

Já no telhado mais abaixo, um prado de ervas altas é uma abstração da conexão com o contexto pré-industrial da paisagem. Ambos funcionam como uma bio correção de solos degradados e para conforto térmico na nova estrutura.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ Portal Metálica/ Ecotelhado

MUSEU-03

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